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O Que Fazer Quando Não Sabemos O que Fazer?
ESTUDOS DO GRUPO FAMILIAR (2011) ESTUDO nº 32
II Crônicas 20:1-12
É no v.12 que Josafá, rei de Judá, juntamente com todos os moradores deste pequeno reino, revela na sua oração que não sabia o que fazer, quando viu um grande exército formado por habitantes de terras próximas (moabitas, amonitas e filhos de Edom), vindo em sua direção para atacá-los (leia VV 1-2). Num dia, quando saíam do Egito e caminhavam para Canaã, os israelitas pouparam a vida destes povos que se fizeram duros de coração para com Israel, não permitindo que passassem por suas terras, obrigando-os a dar uma grande volta. Israel não guerreou contra eles obedecendo ao Senhor (saiba mais lendo Deuteronômio 2:4-19). Mas precisamos fazer alguma coisa, mesmo quando não sabemos o que fazer.
Josafá poderia esperar ser atacado por filisteus, amorreus, ou outros habitantes daquelas terras, mas jamais por moabitas e amonitas, descendentes de Moabe e Amom, filhos de Ló (sobrinho de Abraão) com suas próprias filhas (Gênesis 19:30-38) que no passado fora salvo por seu tio quando quatro reis tomaram todos os bens de Sodoma e Gomorra (Gênesis 14:12-17), apossando-se também de Ló e dos seus bens. Seus descendentes (que poderíamos chamá-los de “abençoados ingratos”) deveriam ser gratos aos descendentes de Abraão – o reino de Judá (pelo episódio ocorrido no passado), mas armaram-se e aliaram-se aos edomitas, um povo que ficava mais ao sul do mar Morto para, sem causa alguma, atacarem Judá.
Numa reflexão inicial vemos que toda pessoa, consciente ou não, vive a vida numa situação de perigo. Caem em ciladas, armadilhas, tragédias, enfermidades, desgraças que jamais imaginariam virem sobre si. Temos um adversário que primeiramente é adversário de Deus, e seu objetivo é matar, roubar e destruir; encontrando uma brechazinha, uma oportunidade, uma fraqueza ou fragilidades, usará coisas, pessoas ou situações à nossa volta para nos destruir. É importante sabermos disto para que possamos viver a vida com vigilância. Esta é nossa primeira “arma” a ser usada quando, “não sabemos o que fazer”. Sendo vigilantes, saberemos de onde vem o inimigo que se levanta contra nós (pode vir de onde menos esperamos).
Em todas as áreas de nossa vida existe um perigo eminente (no corpo, na alma, no espírito, na mente, na família, nos amigos) e isto não é para nos assustar, mas para que saibamos que vivemos num mundo maldoso. A Bíblia nos diz que o homem avisado, vê o mal e se desvia dele; o não avisado torna-se vítima do mundo e suas armadilhas. Antes de usarmos nossa artilharia (abrirmos a nossa “boca grande”, agirmos impetuosamente), devemos analisar com cuidado a situação em que nos encontramos. Se o rei quisesse defender-se de imediato, certamente teria aniquilado o pequeno reino de Judá, mas prudentemente fez uma análise da situação e fala ao Senhor (leia VV 10-11). Para cada situação de perigo, Deus sempre providencia uma orientação, uma solução, um “escape”, mas temos que ser vigilantes para os percebermos.
A segunda atitude (arma) tomada pelo rei foi orar. Orar é falar com Deus; é conversar com o Pai antes de vivenciarmos o problema. Não é agirmos como pedintes, batendo na porta da graça ou do céu quando a situação já está fora de controle. Judá tinha comunhão com Deus antes da grave situação que vivenciava. Assim também era Daniel antes de ser lançado na cova dos leões, pois orava três vezes ao dia (leia Daniel 6:10-24). A vida de oração de Daniel incomodava tanto o inferno que seus inimigos tomaram conselho entre si e decidiram que tinham que fazê-lo parar de orar. Jesus também orava regularmente (em tempo de paz, de guerra, em situações boas e difíceis), pois uma vida regular de oração nos fortalece e proporciona-nos uma segurança divina. Daniel não deixou de orar e Deus livrou-o na cova e não da cova dos leões. Jesus não se livrou da cruz, mas foi glorificado depois dela.
Para termos segurança, o mundo nos dá outro tipo de orientação – usar máscaras, carros blindados, fazer seguros, bons planos de aposentadoria, residir, preferencialmente, em condomínios fechados... São regras de proteção humanas totalmente desrespeitadas pelo nosso adversário; nada disso pode detê-lo! Teremos uma vida regular de oração, ao sentirmos prazer neste contato direto e diário com o Pai (tendo ou não problemas, estando ou não em guerra), sabendo que a melhor maneira de não sermos atingidos é atender a palavra de Jesus (leia Mateus 26:41). Espiritualmente estamos prontos para orar, mas a ação é muito difícil. Precisamos colocar “rédeas curtas” na nossa carne; domá-la e dizer-lhe: “eu como espírito, domo minha vida e vou sujeitar-lhe a uma vida de oração para o seu próprio bem e para sua segurança”.
A atitude de orar inclui também pedir oração (leia VV 3-4). Pedir oração vem depois de orar, principalmente quando se trata de alguém que já conhece o caminho do céu e o trono da graça. Nos momentos de grandes dificuldades devemos orar e pedir aos irmãos que nos ajudem em oração. “... orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16). Quem não sabe orar, precisa aprender; quem não gosta de orar, precisa gostar; quem não tem o hábito de orar, precisa adquiri-lo, pois é muito perigoso viver sem orar. Nosso inimigo é terrível, maldoso, perigoso e vive maquinando contra a vida humana, principalmente contra os da fé. Os seguros humanos são muito limitados; podem nos valer, mas muito pouco e custam caro. Na oração temos um seguro gratuito e eficaz.
A terceira atitude (arma) a ser tomada é lembrar o que Deus já fez. O rei Josafá começou a “irrigar” sua mente, seu coração, com lembranças daquilo que Deus já havia feito para o seu povo – vitórias sobre outros povos e nações, a fidelidade no cumprimento das promessas, nas manifestações do Seu poder e de como Deus já havia trabalhado maravilhosamente em sua própria vida. Lembrar-mo-nos do que Deus já fez, ler a Sua Palavra, aprender com seus feitos, enriquece a nossa fé (leia VV 6-7). O que Ele já fez para Seu povo na terra, é a garantia de que também fará para os demais filhos. Pessoas há que desistem de Deus num momento apavorante, mesmo que Ele nunca tenha falhado com elas. Antes de desistirmos, devemos trazer à memória o que Deus já fez em nossa vida, na vida de pessoas que conhecemos, os testemunhos já ouvidos, os feitos divinos registrados em Sua Palavra, para que o inimigo não nos convença de que não temos saída (leia João 14:26). O Espírito Santo é quem nos ajuda.
A quarta atitude seria tomarmos consciência do tamanho do nosso Deus, comparando-o com o inimigo. Josafá começou a “enxergar” que ele era descendente de Abraão e ocupava a terra que se lhes havia sido dada por possessão e o inimigo que se aproximava (já estava a 50 km de distância de Jerusalém) não tinha direito àquela terra. A luta era injusta. Se como cristãos, não procedermos da mesma forma (somos herdeiros das promessas de Deus feitas aos filhos de Abraão, temos o Espírito Santo habitando em nós, estudamos a Palavra de Deus, freqüentamos a igreja, temos comunhão com os irmãos) num dado momento, ver-nos-emos tão pequenos, que ficaremos apavorados diante do inimigo. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31), mas a fé negativa faz com que muitos creiam rapidamente no mal – não conseguem crer no bem. Quantas não são as pessoas que têm medo do diabo? Estão preocupadas com o que lhes pode suceder; lêem a sorte com medo de “olho gordo”, feitiçarias, bruxarias e macumbarias. Não conseguem notar (por todos os lados que voltarem-se) a evidência da existência de Deus e o seu imensurável poder; que Ele é o criador e o inimigo é uma criatura desprezível (leia v.6).
Josafá começa então mostrar sua fé e sua dependência absoluta de Deus, de quem esperava o socorro (leia v.12). O inimigo existe e existirá até o tempo determinado por Deus; o perigo não desaparecerá só porque nos convertemos (apesar de sermos filhos de Deus, continuamos a correr perigo). Os feitos do diabo são divulgados durante as vinte e quatro horas do dia através da TV e dos jornais, e se ficarmos atentos a eles, certamente nos impressionaremos com o tamanho do inimigo. O trecho constante no v.9 (leia-o) mostra-nos que não podemos aceitar a opressão do diabo, ou seja, se tivermos que ser punidos (não importa de que forma), apresentar-nos-emos diante de Deus para que o faça. Como filhos de Deus, não podemos permitir que o inimigo coloque “fardos” sobre nós a ponto de deprimir-mo-nos até a morte (leia Tiago 4:7). Resistir é não ceder, não se dobrar a vontade do inimigo. É não permitir que ele nos coloque “debaixo dos seus pés” por causa da nossa fraqueza e de nossas limitações. Somos possessão do Espírito Santo e aceitamos ser tratados exclusivamente por Deus (poderemos ter “nossas pernas quebradas”, “nosso barro amassado”, sermos feitos um vaso novo, mas pelo Senhor e ninguém mais).
Jaaziel, um dos cantores do templo, inspirado pelo Espírito Santo, profetiza uma palavra de consolo divino (leia VV 14-15). Como todos estavam orando, a resposta alcançou a todos, pois Deus é prestativo em proteger seu próprio povo.
A quinta atitude (arma) a ser tomada quando não sabemos o que fazer, está descrita nos VV.18-19 (leia-os). É prostrar-se perante o Senhor numa atitude de reverência, confiança em seu poder e gratidão antecipada pela vitória prometida, adorando-O e louvando-O de todo o coração. O inimigo quer nos provocar e quanto mais aceitarmos sua provocação, mais dentro de sua vontade estaremos. Os inimigos foram a Judá com armas, lanças e espadas, quando este tinha de Deus a promessa de que não mais teriam que guerrear, mas teriam que usar outro tipo de arma para obterem livramento – a fé que os levaria a adorar e louvar a Deus mesmo em momentos desesperadores. Havia uma promessa de livramento e quando o povo começou a cantar louvores, enaltecendo as promessas de Deus, a resposta divina tornou-se realidade (leia VV.22-24).
Enquanto prosseguirmos louvando e exaltando nosso Deus, mantendo nossa fidelidade e servindo ao Senhor, ao olharmos para trás, veremos nossos inimigos prostrados. Riquíssimas bênçãos são concedidas aos que vivem pela fé em Deus e em obediência à Sua soberana vontade. Amém!
Obs. Texto baseado na mensagem proferida pelo Pr. Luiz Carlos Gomes e redigido por Tânia Sueli Lemos da Silva.
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Última atualização (Ter, 22 de Novembro de 2011 11:32)
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