| Recados | |
| Compartilhe nosso conteúdo na sua rede social. | |
Usando O Que Deus Lhe Deu
GRUPO DE ESTUDO FAMILIAR 2011 – ESTUDO Nº 34
2ª Timóteo 1:6-14
Este é um texto muito profundo onde o apóstolo Paulo está referindo-se ao propósito de Deus para com o homem antes mesmo que fosse formado. Era um plano para que o homem existisse e vivesse para Deus e com Deus na face da Terra. Este e outros textos que serão citados fundamentam o interesse que devemos ter no que Deus quer para nós, pois o que Ele quer para nossa vida é melhor do que poderíamos desejar a nós mesmos.
A Bíblia deixa claro de que somos um presente de Deus para nós mesmos (toda nossa formação, temperamento, espírito, genética, sonhos...) e o que fazemos conosco é um presente nosso para Deus. Nossa ingratidão, nossa cegueira, nossa ignorância neste assunto é tão profunda que, muitas vezes já nos vemos insatisfeitos com aquilo que Deus nos presenteou (nós mesmos) e pior que isto é usar o que Deus fez (a nossa vida) e devolvê-la como um presente ingrato a Deus. Vivendo a vida, estamos vivendo para Deus, pois a Bíblia nos diz que “os olhos do Senhor estão em todo lugar...” (Provérbios 15:3) “e quanto a vós outros, até os cabelos todos da vossa cabeça estão contados” (Mateus 10:30); Ele nos conhece geneticamente como ninguém, sendo um engano de nossa parte imaginarmos que Deus não está vendo a vida de alguém. Onde Deus atua, olha e governa, a vida acontece porque a vida veio d’Ele e vive n’Ele, e todo o ser vivo vive para Deus, sabendo disto ou não.
Deus nos fez com um lindo propósito (tinha algo bom em mente quando nos fez), e quer que tenhamos este mesmo sentimento ao viver a vida sem que Ele seja esquecido, pois Ele merece o melhor de todos nós. Raramente nos lembramos disto e então começamos a viver para nós mesmos sendo esta a maneira mais eficiente de nos frustrarmos. O mesmo ocorre quando vivemos somente para os outros; estaremos insatisfeitos, pois não fomos feitos para os outros – fomos criados por Deus e para Deus; é assim que a Vida acontece. Por isso não devemos afligir-nos e cobiçarmos talentos e dons que não temos. Se Deus nos quisesse com todos eles, certamente nos faria assim. Também não devemos menosprezar talentos e dons que recebemos de Deus, pois Ele quer que os usemos. Temos na Bíblia um bom exemplo disto na parábola dos talentos (Mateus 25:14-30). Precisamos descobrir através deste livro sagrado, que é o “Manual do Criador”, qual é o propósito de Deus para nossa vida. Dentre as muitas coisas de que nos ocupamos, este é um assunto que deve estar dentre os de nosso interesse – o que Deus tinha em mente quando me deu a vida. O Salmo 139:16 nos conta: “Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.”
O apostolo Paulo, escrevendo a segunda carta a Timóteo diz-lhe: “Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você...” “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” (VV 6-7). Desta forma, se vivermos desconsiderando o propósito de Deus para nossa vida, certamente ela não será uma vida plena. Será que nossos sonhos, nosso projetos, nosso presente, nosso passado retratam o que Deus quer ou o que nós queremos? Continuaremos lutando se Ele não nos impedir? Viveremos a vida como sonhamos, vivendo-a para nós mesmos, para outros, deixando Deus fora dos nossos planos, mesmo que tenhamos sido feitos para Ele? Aos irmãos de Éfeso, Paulo escreveu: “Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.” (Efésios 5:17). O controle de nossa vida será nosso durante um tempo (não mais que um século) e os outros também nos terão pelo mesmo tempo, mas Deus nos terá, ou não, para sempre.
Se fizermos uma lista daquilo que é nosso, descobriremos que nada é nosso. Tudo pode ser-nos tirado por outrem a qualquer momento, apesar de toda a segurança de que nos cercamos. O que podemos chamar de “nosso“ é a nossa vida, pois esta ninguém poderá nos roubar sem a permissão de Deus. Portanto, sejamos sensatos e descubramos o sentido da nossa vida. Ao ignorarmos o propósito de Deus para ela, acabaremos usando-a de uma forma diferente daquela planejada por Ele, e nada, fora do propósito para que foi criado tem o mesmo valor e duração. Exemplo: uma cadeira é feita como assento. Se for usada para qualquer outra coisa, certamente terá sua durabilidade e valor diminuídos se comparada à durabilidade e valor correspondente ao propósito para que foi criada. Por isso a vida humana está perdendo seu valor. O ser humano já é um número tratado como estatística de trânsito – “nosso trânsito mata mais de vinte mil pessoas por dia”. Ninguém se reporta às vinte mil famílias que perderam um familiar – pais que perderam filhos, filhos que perderam pais, mulher que perdeu esposo e vise-versa, pois ninguém mais se importa com a dor e o sentimento das pessoas, banalizando assim a vida, transformando-a em números.
O único que valoriza a vida e dá um sentido a ela é Deus; mesmo assim Ele e Sua palavra são ignorados. Começamos a viver de acordo com o propósito do mundo ou “dos nossos olhos” e a vida vai perdendo seu real valor. Tudo fora do propósito é parcial e não pleno. Se não lermos com atenção o manual de um produto adquirido e começarmos a usá-lo, certamente terá sua durabilidade reduzida com o mau uso. Por isso precisamos descobrir o “mapeamento” da nossa vida (espírito, alma e corpo); perceber os impulsos do Espírito de Deus no nosso espírito, sentir os toques de Deus em nossa alma e “ouvirmos” o chamado de Deus em nossa vida para que a vivamos como Ele a planejou. Deus revela-se, convida, insiste, espera, aguarda, ama, mas não constrange ninguém a aceitá-lO ou atendê-lO. Paulo, escrevendo aos romanos, diz: ...”Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.” (Romanos 12:3). Isto quer dizer; “vivendo para Deus, viverei bem comigo mesmo e com o próximo. A vida vai acontecer; virá do Espírito de Deus para meu espírito e eu para o meu próximo. Se não nos relacionarmos bem com Deus, não nos relacionaremos bem com mais ninguém, pois nossa vida vem d’Ele. Quanto mais distante da Vida, menos vida teremos para nos comunicar.
A Ciência já descobriu que o ser humano é único na terra; o Criador fez cada um com capacidade própria e deseja que usemos “a nossa porção” – nem mais e nem menos. Há muitas pessoas frustradas consigo mesmas e Deus, o Criador, não está frustrado com o que criou. Ocorre que projetaram para si mesmas, mais do que Deus lhes havia dado e esperam de si mesmas o que não têm, ficando assim decepcionadas consigo mesmas. Sem fazermos uma análise correta, verdadeira, transparente, singela do que realmente somos poderemos nos decepcionar com Deus, com os outros ou conosco mesmos. Esta análise vai nos permitir descobrir os dons e as capacidades de Deus que sempre estiveram em nós. Por isso o apóstolo Paulo fala com o jovem Timóteo:...”torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você...”. Quantas vezes não pedimos a Deus um dom que já temos em nós? Precisamos é reavivá-lo com a Graça de Deus, fazer com que ele “suba como labareda” e “arda” em nosso íntimo. São dons confirmados pelos outros – quantas pessoas aproximam-se e nos dizem: “você é uma benção” e imediatamente respondemos: ”o que é isso? Não sou isto não!” Nossos dons não são confirmados por nós e sim pelos que nos rodeiam (familiares, amigos, irmãos). Se nos olham e percebem algo de Deus em nossa vida dizendo “você é uma benção”, temos simplesmente que agradecer a Deus e deixar isto “jorrar”, fluir e não matar dizendo “eu não”; “sabe quem é uma benção?” “Benção é um irmão da igreja, um pastor que conheço uma pessoa que vejo na TV”...
Somos adoradores natos; fomos criados para adorar, mas como muitas vezes não nos relacionamos com Deus, contraímos a “febre da idolatria” que há no mundo e aparecendo alguém que se destaca em qualquer área, será objeto do nosso aplauso, da nossa admiração. Pode ser um artista, um atleta, um político, ou seja, alguém que se destaca, um nome para “gritarmos”. Este é o retrato de um coração adorador que quer adorar qualquer coisa, pois é sedento de adorar. Na verdade são pessoas carentes de Deus, sedentos de Deus, mas não conhecendo a Deus, adoram a qualquer um que passa pelo lugar de Deus. Ficam sem a benção do Abençoador e recebem a benção humana, tão pequena que não satisfaz suas verdadeiras necessidades. Se já recebemos um dom e outros já notaram, temos que cultivá-lo com fé e dedicação. Deixemos que vidas entrem na eternidade por terem encontrado nossa vida e vidas sejam curadas por termos entrado em suas vidas. Não precisamos vangloriar-nos, mas não devemos menosprezar o que Deus já nos deu. Descobrimos os dons de Deus em nós experimentando, com ousadia, todas as oportunidades que Deus nos dá. É assim que descobrimos nossas habilidades e que, o Senhor não nos deu uma vida para vivermos de uma forma mórbida, apática, fria, pois tudo que é de Deus é vivo, dinâmico, abençoador, feliz, contagiante. Como Deus nos fez foi um presente para nós e nos diz: “tudo que você fizer (você acontecendo, sorrindo, sonhando, abençoando), tudo que você como uma máquina viva e perfeita tem em mente toma vida; é você vivendo para mim.”
Na carta aos romanos lemos: “Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada.” (Romanos 12:6). Ou seja, perceba a graça de Deus no que você faz. Aquilo que comprovadamente Deus não lhe deu graça para fazer, deixe de lado, mesmo que o mercado financeiro diga sim ou que pessoas “caçadoras de talentos” digam sim. Esqueça esta atividade! Seremos felizes na graça de Deus que nos foi dada. Nela nos realizamos, com pouco ou com muito. Esta graça existe em nosso coração, está onde vemos que Deus nos faz capacitados, competentes, habilidosos e cada um de nós têm Graça de Deus para estar em algum lugar no Seu plano de vida. Graça (favor imerecido), também é “poder que capacita”. Há uma enorme diferença entre coisas feitas com a graça de Deus e outras feitas sem esta graça que capacita. Temos em nosso coração falas, encontros, aulas, mensagens, palavras de pessoas que foram decisivas para nós. Estas pessoas foram agraciadas por Deus para serem benção em nossa vida. E nossa vida terá a mesma proporção, ou até maior, ou mesmo menor para ser benção na vida de outros.
Ainda na carta aos romanos temos mais um ensinamento: “Mas quem é você ó homem, para questionar Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9:20). Todo ser vivo, no mínimo deve agradecer pela vida e vivê-la prazerosamente. Toda pessoa que é de Deus tem prazer em viver, apesar dos problemas e das dificuldades que se lhe apresentam. Viver deve ser algo prazeroso para todo ser vivo porque Deus não desiste da vida. Quando o homem pecou e trouxe sobre si a morte, Deus não ficou passivo diante desta conseqüência, mas venceu a morte na morte de Seu filho. Aleluia! Deus, fonte do bem, não faz nada mal. Todos têm muitas habilidades em si. Basta permitirem que Deus trabalhe e capacite cada uma delas e se tornarão pessoas maravilhosas, bonitas, úteis.
Finalizando, temos mais um ensinamento sobre como usarmos o que Deus nos deu (leia 2ª Coríntios 10:12-13). Devemos viver nossa vida respeitando o limite que Deus estabeleceu em nós, ou seja, temos que ser nós mesmos, como fomos criados, cumprindo a determinação de Deus para nós. Assim o fazem os pássaros ao voarem e cantarem, a formiga ao desempenhar aquele incrível trabalho de armazenar alimento para o inverno, uma brisa balançando folhas de árvores, o sol brilhando sobre a Terra, as estrelas ornamentando o céu, os peixes que povoam as águas, sendo Deus glorificado com cada expressão de encantamento e alegria que pronunciamos. Estamos dizendo implicitamente “Glória a Deus!” Quem falha em glorificar a Deus com sua existência é o reino das trevas e o homem sem Deus. O reino das trevas rompeu com Deus. Os demônios foram criados como anjos, mas romperam com Deus; estão desfigurados, perderam a sua glória e sua formosura; serão eliminados e lançados no lago de fogo e enxofre para sempre.
Também o homem sem Deus não cumpre o seu propósito de vida. Vive como se Deus não existisse e a Bíblia nos conta que ele é néscio (leia Provérbios 1:22 e 32). Temos que evitar comparações, como nos orienta o apóstolo Paulo, para que não nos orgulhemos ao encontrarmos vidas que valem bem menos que a nossa e para que não desanimemos diante de vidas muito mais preciosas que a nossa. Devemos descobrir “o tamanho” que Deus nos deu e vivermos de acordo com Sua Graça. Amém!
Obs: Texto baseado na mensagem proferida pelo Pr. Luiz Carlos Gomes e redigido por Tânia Sueli Lemos da Silva
| < Anterior | Próximo > |
|---|
Última atualização (Ter, 18 de Outubro de 2011 14:41)
Notícias de Araçatuba
Compra de CD'S das Mensagens
Telefone (18) 3621-6622 Secretaria da Igreja

