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É possível que
crianças de zero a três anos “ouçam” histórias?
Não é de hoje que editoras lançam livros e mais livros em todo o
mundo com belíssimas ilustrações totalmente sem texto... Ou melhor,
com narrativa apenas visual, onde as histórias são contadas sem
textos, somente com desenhos. Existem ainda os mais variados tipos
de livros, como aqueles que quando se abrem transformam-se em
diferentes objetos, fantoches, sanfonas, para completa alegria das
crianças.
Há estudos que comprovam que os bebês aprendem apenas olhando.
Imagine se você, professor, puder apresentar figuras, fotos e
imagens que transmitam coisas boas e que a partir daí se crie uma
experiência agradável para seus alunos, associando esse momento com
a pessoa de Deus. E é tão bom saber ver o belo ou descobrir o que é
bonito...Especialmente num mundo em que o ibope é mostrar as coisas
muito ruins.
Sendo assim, temos certeza do quanto importante é que as crianças
nessa faixa etária ouçam histórias e tenham oportunidade de falar
sobre as gravuras. Digo, balbuciar ou tentar falar algo, se
expressando através de gestos, músicas e etc. Por isso e muito mais
é que não podemos fazer isso de qualquer jeito, pegando a primeira
gravura ou livro que vemos e pela frente e aí, no decorrer do tempo,
que estamos com as crianças, perceber que aquele tipo não é o mais
adequado. As figuras e, ou o livro devem fazer sentido para aquele
que o apresenta. O tempo também deve ser considerado, pois a
capacidade de atenção da criança é muito curta, será impossível
manter a atenção das crianças para muitos fatos. Com paciência logo
será possível apresentar uma história sem muitas interrupções.
Perfil do Comportamento
É muito importante que o professor dessa faixa etária tenha idéia do
perfil do comportamento das crianças. Isso fará com que ele se sinta
mais seguro junto à criança.
Além do conhecimento pedagógico, temos o melhor, que é a direção do
Espírito Santo de Deus que nos guia, quando nos entregamos a Ele,
confiando que somente Ele, que nos criou, ajudará a conduzir os
pequeninos.
*10 Meses
1. Embora brinque sozinho durante períodos relativamente longos, não
demora a manifestar o desejo de que lhe façam companhia;
2. Gosta das brincadeiras de esconder (cobrir e descobrir o rosto),
brincar com os lábios (dar palmadinhas nos lábios emitindo ao mesmo
tempo um som), dar uns passinhos seguro pelas duas mãos ou que o
coloquem num brinquedo de balanço.
3. O bebê é tímido com pessoas estranhas e parece ter receio de
vozes desconhecidas;
4. Continuas a ser mais exigente com a mãe do que com outros membros
da família. Muitas vezes comporta-se melhor quando está com alguma
outra pessoa.
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12 Meses
1. Interessa-se por objetos em movimento;
2. Gosta da brincadeira de o perseguirem enquanto engatinha;
3. Gosta de esconder atrás das cadeiras para brincar de “onde está o
bebê.”
4. Atira as coisas dele no chão na expectativa de que as devolvam;
chora ou gritam quando lhe tiram as coisas.
5. Gosta de ritmos. Pode inibir-se com um não, não!
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18 Meses
1. Nunca permanece muito tempo no mesmo lugar, já tem mais
liberdade;
2. É capaz de saber o lugar onde se guarda as coisas, ir até lá, e
pedir por elas;
3. Gosta de tirar e guardar as coisas no lugar;
4. Não goste que lhe toquem nem que a levem pelo braço;
5. É agora mais sensível ao adulto e faz-lhe também mais exigência.
Pega na mão do adulto e puxa por ele para lhe mostrar coisas;
6. É nessa idade que se intensifica sua linguagem e pode ser usada
de maneira repetitiva.
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24 Meses
1. Insiste nos seus direitos com um “é meu!”;
2. Continua gostando de colaborar em tarefas simples, guardar,
entregar coisas, etc.
3. Gosta de livros e gosta muito de músicas, dança ao som delas;
4. É uma idade em que todo o seu afeto se direciona às pessoas que
cuidam dela;
5. Alarga o seu vocabulário;
6. Gosta de estar com outras crianças e brinca particularmente bem
com as crianças mais velhas.
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30 Meses
1. Pode lembrar da rotina do dia-a-dia e exigir que faça exatamente
como se fez em outras vezes;
2. Gosta da companhia de outras pessoas, quer adultos ou crianças;
3. É a idade de bater e atira, especialmente quando está com
crianças mais novas que ele;
4. Gosta muito de novidades.
3 Anos
1. É mais fácil aceitar sugestões;
2. Ganha uma nova consciência emocional de si própria, pode querer
que a peguem no colo com um bebê;
3. Está apta, nessa idade, a fazer escolhas simples, por exemplo,
quer esse ou aquele lápis;
4. Deve-se, porém, manter a autoridade; a criança deve saber que
algumas decisões são do adulto que dela cuida.
O Professor
Acreditamos que o ideal é que a professora seja mãe, jovens senhoras
que tenham algum tipo de experiência com os bebês, que saibam
reconhecer um choro de fome ou de dor, por exemplo.
Não podemos desprezar a ajuda das adolescentes, no entanto, é
necessário que estejamos atentos se elas realmente querem ajudar,
descobriu a verdadeira motivação pela qual estão no berçário e nunca
deixa-las sem a supervisão de um adulto responsável.
As mães podem ficar junto desde que isso não venha a prejudicar a
rotina da aula. Não há nenhum inconveniente, lembrando sempre que
somos todos livres, mas o limites são necessários em qualquer lugar,
inclusive na igreja.
Como deve ser o ambiente
- Separado para os bebês da forma mais carinhosa possível, tomando o
cuidado para que seja um lugar agradável, livre de impurezas, ou
pelo menos que possa ser lavado semanalmente.
- Os brinquedos devem ser limpos e adequados à idade; cuidado com
brinquedos que possuem peças pequenas ou partes que se soltam com
facilidade.
Músicas
Crianças gostam muito de músicas. É importante lembrar que as
músicas devem ser curtas, com palavras que sejam conhecidas. Sempre
que cantarmos deve ser num tom audível e claro. Quando mais
repetições mais os pequeninos apreciarão. “Da boca dos pequeninos
sai o perfeito louvor.”
Plano de Aula
Texto bíblico- É a passagem onde se encontra a história.
Objetivo- O que você quer transmitir às crianças
Aplicação- Como aquele acontecimento se aplica à vida da criança.
Versículo- Fale pausadamente e repita-o várias vezes para
memorização.
Música
Oração- As crianças necessitam desde cedo desenvolver sua capacidade
de comunicar-se com Deus.
Atividade com papel- É importante para a fixação do que foi dito.
Mesmo que o trabalho do aluno não tenha ficado como você imaginou,
incentive-o a mostrar para as pessoas como reconhecimento da sua
capacidade. Não deixe que a criança amasse ou jogue fora.
Brincadeira- É essencial à saúde física, emocional e intelectual.
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