A Revista Refúgio Cristão vem se consolidando com testemunhos tremendos confira o relato de dona Alzira, materia que foi publicado na 2ª edição da Revista.
Meu nome é Alzira Bonjardim, moro na cidade de Araçatuba. Tenho dois filhos que são uma bênção nas mãos de Deus. Sou evangélica desde os meus treze anos de idade. Casei-me com dezoito anos e fiquei viúva aos vinte e oito anos.
Meu filho mais velho é o Weslei e minha filha Gislaine, são dois presentes de Deus para mim.
Criei meus filhos com muitas lutas e dificuldades. Sempre estudaram juntos, pois nasceram no mesmo ano, o Weslei em janeiro e a Gislaine em Dezembro. Passei por muitas lutas, pois não é fácil criar dois filhos da mesma idade sozinha.
Quando foram estudar o primeiro ano de faculdade, descobri que o Weslei estava envolvido com o mundo das drogas, desde seus 14 anos. Imaginem, quase enlouqueci. Uma mãe sozinha para trabalhar, sustentar e educar os filhos e então me deparava com a mais terrível realidade, meu filho desviou-se dos caminhos de Deus aonde sempre o conduzi, mas ele optou para o mais triste caminho, o mundo das drogas!
Isso piorava a cada dia, pois eu precisava trabalhar, tendo que me ausentar de casa, só voltando à noite.
O Weslei tinha um bom emprego em um escritório, mas estourava todo o seu salário com as drogas. O dinheiro que eu lhe entregava para o pagamento da faculdade, também tinha o mesmo destino. Passei um bom tempo pensando que ele ia para a faculdade, mas não podia imaginar que ao sair de casa tomava um rumo diferente. Embora soubesse que esse era um caminho praticamente sem volta, nunca deixei de acreditar que Deus pudesse reverter essa situação, mesmo porque lia no livro de atos onde diz: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e a tua casa”.
Quando meus amigos e parentes me pediam para desistir, alguns deles diziam para entregá-lo à polícia, pois preso deixaria de me dar trabalho, diziam ainda que não havia mais esperança, embora eu tivesse plena convicção de que Deus não me desampararia, tinha certeza que meu filho era escolhido e antes mesmo de nascer, Deus já o conhecia.
Além de trabalhar no período integral, eu vendia jóias que aos poucos meu filho foi acabando com elas a ponto de não poder mais possuir qualquer tipo de jóia ou objetos de valor na minha própria casa, pois ele precisava manter o seu vício, não furtava dos outros, mas de dentro da própria casa.
Furtava meus talões de cheques, falsificando minha assinatura. Afundava-se cada vez mais, pois além de drogas também sustentava o vício do álcool.
Fui ameaçada por traficantes, perdi tudo o que tinha; ao longo do tempo precisei vender três casas que tínhamos, pois jamais queria ver meu filho entregue nas mãos de um traficante.
Sofremos durante treze anos, em meio a palavras de incentivo e também de derrota por parte de pessoas sem esperanças. Enfim, vencemos esse gigante que afronta tantas famílias e mães como eu. No ano de 2000, o Weslei reconheceu que precisava de ajuda e que realmente esse não era o caminho verdadeiro, e o importante foi que aquela decisão partiu de sua própria iniciativa, pois, já não suportava tanto sofrimento nem tampouco fazer sua mãezinha sofrer.
Hoje, Weslei é casado, mora na cidade de São Paulo, formou-se em teologia, fez pós-graduação em geografia, é professor, leciona no período integral, é presbítero de uma igreja evangélica.
Mães, prestem atenção, é o coração de mãe que fala, conheço cada detalhe do seu sofrimento, pois tudo isso já vivenciei, vocês podem estar passando por problemas semelhantes a esse, quero dizer que vale a pena confiar em Deus e esperar, não desista nunca, pois Ele responde as nossas orações. Nunca parei na metade do caminho, pois sabia que um dia poderia estar passando meu depoimento adiante.
Tudo que enfrentei na minha vida serviu para um grande fortalecimento entre mãe e filho.
Valeu à pena! Glória a Deus







Comentários
meu filho de 23 anos está bebendo e fumando. Afastou-se dos caminhos do Senhor. Mas li seu testemunho que falou ao meu coração. Não abro mão da vitória: quero ver meu filho, Leandro, aos pés do Senhor, de volta aos braços do Pai. Ele pediu para passar pelas águas aos 12 anos, aceitou a Cristo ainda criança, tentou seguir o santo caminho até que na faculdade fez amizades e passou a pecar. Estou triste, mas tenho certeza de que ele é um eleito de Deus e que será convencido pelo Espírito Santo a voltar para casa, a casa do pai.
bjos e glória a Deus pela sua vida e de sua família.
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